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Neste momento da minha vida, eu deveria estar lendo para procurar referências que mantessem ou mudassem meus pontos de vista e caminhos futuros. 

Mas não, estou aqui sentado, relendo meus textos, ouvindo as mesmas músicas, pessoas e situações de anos atrás, fazendo coisas as quais não mudarão em nada o que penso, o que almejo.

Eu pensei que fosse momento, mas constato que é medo.

Nesta hora sinto falta do Half. Quem dera se ele ainda existisse.

Como Renato Russo uma vez o disse, e por vez ele me disse outrora, parece cocaína mas é só tristeza.

Saga pt.1

Voltei para Minas. 

Longas 3hrs de conversa com minha família colocou tudo nos eixos. Disse todas as verdades não ditas, esclareci todas as mentiras que escondi nos últimos anos.

Com isso, ganhei o perdão de meus pais e o apoio-impulso que eu precisava para que eu pudesse continuar essa saga.

Próxima objetivos: colocar minha vida nos eixos e recuperar minhas perdas.

P.s.: fiquei feliz que apareceram amigos para me ajudar nesta busca, principalmente pelo fellipe (amigo da amanda) me apoiar e torcer por mim 😀

Um sentimento chamado Amanda

Fiz uma série de cagadas e como resultado perdi um pedaço de mim: Amanda.

Com este post inauguro agora minha saga: colocar minha vida nos eixos para que eu fique bem comigo mesmo e quem sabe eu consiga resgatar aquilo que eu perdi.

Estou a caminho de Minas, para uma longa e traumática conversa que terei com minha família. Vou começar a consertar as coisas pela base.

Dessa vez sem dissimulações, sem mentiras, sem esconder os fatos. Então não esperem (digo isso como se eu tivesse leitores assíduos que acompanham minhas postagens…) textos como os bifurcações.

Att,

Bernardo Mendes

Nunca é tarde para um recomeço.

Alucinações sobre o Amor

Como o amor pode ser tão avassalador? Como pode ser tão leve e forte, pesado e frágil ao mesmo tempo? Como pode ser tão certo e tão incerto no mesmo instante? Como pode ser a resposta e a pergunta, o ponto e a vírgula, a exclamação e as reticências?

Ser sonho sonhado a dois? Ser realidade entre utopias? Ser certo entre incertezas? 

É tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas. É tão difícil descrever algo que não pode ser descrito.

É tão fácil errar com quem se ama. É tão difícil corrigir o erro.

É tão fácil escrever. É tão difícil entender.

É tão fácil pensar. É tão difícil agir.

Bifurcações 5.2

Meu passo foi dado. O dela também. O caminho pego por nós foi o mesmo, e isso foi maravilhoso. Ter alguém com quem compartilhar a vista sempre foi um sonho. Mas não imaginava que neste ponto da caminhada teria alguém que fosse além, que admirasse os detalhes destes verdes campos. E agora, sou inteiro e pleno. Meus caminhos, mesmo com pedras e terra batida, tem sido agradável. Culpa dela.

E eu, caminhando, tento ser o melhor parceiro de caminhada possível. E consigo, as vezes. Talvez, por ter ficado tão sozinho, eu tenha me acostumado com a solidão. A solidão do ser, a solidão de não ter alguém a quem demonstrar tudo aquilo que eu sentia a cada passo além de eu mesmo. E com isto, eu a machuco.

Talvez em alguns momentos eu me julgara mais sábio por ter andado por tantos campos, tantos vilarejos e lugares desconhecidos. Uma falsa impressão que esta caminhada me deu com o tempo. Mas ao andar com ela, percebi que o caminho é muito mais longo do que eu imaginara.

E meus pés, mesmo calejados da terra batida, não pararão.

Uma outra bifurcação, uma nova visão.

Uma nova busca: a emoção da plenitude.

Mito do Andrógino

No início, a raça dos homens não era como hoje. Era diferente. Não havia dois sexos, mas três: homem, mulher e a união dos dois. E esses seres tinham um nome que expressava bem essa sua natureza e hoje perdeu seu significado: Andrógino. Além disso, essa criatura primordial era redonda: suas costas e seus lados formavam um círculo e ela possuía quatro mãos, quatro pés e uma cabeça com duas faces exatamente iguais, cada uma olhando numa direção, pousada num pescoço redondo. A criatura podia andar ereta, como os seres humanos fazem, para frente e para trás. Mas podia também rolar e rolar sobre seus quatro braços e quatro pernas, cobrindo grandes distâncias, veloz como um raio de luz. Eram redondos porque redondos eram seus pais: o homem era filho do Sol. A mulher, da Terra. E o par, um filhote da Lua.

Sua força era extraordinária e seu poder, imenso. E isso tornou-os ambiciosos. E quiseram desafiar os deuses. Foram eles que ousaram escalar o Olimpo, a montanha onde vivem os imortais. O que deviam fazer os deuses reunidos no conselho celeste? Aniquilar as criaturas? Mas como ficar sem os sacrifícios, as homenagens, a adoração? Por outro lado, tal insolência era perfeitamente intolerável. Então…

O Grande Zeus rugiu: Deixem que vivam. Tenho um plano para deixá-los mais humildes e diminuir seu orgulho. Vou cortá-los ao meio e fazê-los andar sobre duas pernas. Isso com certeza irá diminuir sua força, além de ter a vantagem de aumentar seu número, o que é bom para nós. E mal tinha falado, começou a partir as criaturas em dois, como uma maçã. E, à medida em que os cortava, Apolo ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada. Uma lição de humildade. Apolo também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia.

E foi aí que as criaturas começaram a morrer. Morriam de fome e de desespero. Abraçavam-se e deixavam-se ficar assim. E quando uma das partes morria, a outra ficava à deriva, procurando, procurando…

Zeus ficou com pena das criaturas. E teve outra idéia. Virou as partes reprodutoras dos seres para a sua nova frente. Antes, eles copulavam com a terra. De agora em diante, se reproduziriam um homem numa mulher. Num abraço. Assim a raça não morreria e eles descansariam. Poderiam até mesmo continuar tocando o negócio da vida. Com o tempo eles esqueceriam o ocorrido e apenas perceberiam seu desejo. Um desejo jamais inteiramente saciado no ato de amar, porque mesmo derretendo-se no outro pelo espaço de um instante, a alma saberia, ainda que não conseguisse explicar, que seu anseio jamais seria completamente satisfeito. E a saudade da união perfeita renasceria, nem bem os últimos gemidos do amor se extinguissem.

E esta é a nossa história. De como um dia fomos um todo, inteiros e plenos. Tão poderosos que rivalizávamos com os deuses. É a história também de como um dia, partidos ao meio, viramos dois e aprendemos a sentir saudades. E é a razão dessa busca sem fim do abraço que nos fará sentir de novo e uma vez mais, ainda que só por alguns momentos (quem se importa?), a emoção da plenitude que um dia, há muito tempo, perdemos.

 
Platão
 

Bifurcações 5.1

Nos últimos tempos os caminhos foram livres. Passei por um vilarejo, e chovia. Suas ruas eram de pedra sabão, o que me fazia andar torto e quase cair as vezes. Não haviam calçadas, muito menos bancos ou praças para que eu pudesse descansar, somente ruas. E meus pés, descalços, doíam. 

Passando por ele, várias pessoas começaram a me acompanhar em meu trajeto. Algumas porque estavam traçando o mesmo caminho no mesmo momento, outras porque viram um andarilho caminhando naquelas ruas estreitas em que muito tempo não passava ninguém e resolveram conversar um pouco. 

Mas elas se dissipavam. Não eram companhias duradouras. Mas foi bom, desde que passara pela última bifurcação eu precisava de alguém pra conversar, desabafar ou simplesmente me perguntar se estava bem. O silêncio do caminho desde então havia me deixado triste, sozinho. Nem a natureza, que muitas vezes abrilhantou-o com seus sons inconstantes e longínquos, suficientemente belos para que um sorriso de canto de boca aparecesse nessa corpo suado e cansado de andar, ressoou.

Ao final do vilarejo, uma pessoa apareceu. Como sempre ando olhando para frente, não sei qual o caminho que ela traçava, mas ali ela estava, ao meu lado, me fazendo companhia. E esta foi diferente. As conversas fluíam, os assuntos apareciam, os detalhes transpareciam e isso tudo me fazia bem.

As pedras escorregadias não mais me tiravam do rumo, pois eu nem me lembrava que estava pisando em algo sólido, e ao andar eu comecei a olhar pro lado, simplesmente para admirar o sorriso dela.

E foi assim, o vilarejo ficou para trás, retornamos à estrada, mas mais uma bifurcação apareceu.

Estou parado, já sei pra onde vou, mas meu passo só será dado após o dela.

 

Caminhos.

Quanto mais fazemos planos, mais suscetíveis ao imprevisível estamos. Planejar é o mínimo que podemos fazer para nos agraciarmos com a falsa impressão de controle da situação. E quem não gosta de ter o controle, não é mesmo?

Mas sejamos honestos: essa pseudosensaçãozinha não garante porra nenhuma!

Passamos horas imaginando como os fatos ocorrerão, como as sensações aparecerão, como os horários passarão. Perdemos dias imaginando como o futuro virá, como seremos daqui um dia, duas semanas ou três anos. Criamos um caminho que nossas relações tem que seguir para que cheguem ao ponto que queremos.

E aí vem o Sr TudoÉPossível e estraga todos seus planos. Algo atrasa, outra coisa não acontece. Você perde o controle da situação. S perde nos caminhos e emoções.

E neste momento, você está num caminho totalmente impensado e novo. E o que você faz? Começa a planejar tudo de novo.

Todos dizemos que errar é humano, mas devemos aprender com nossos erros. Mas e quando o erro é a único conforto que temos, seria justo errar novamente?

E aí o que sobra é criar nossos planos.

Mas não se esqueça de que a vida não é obrigada a segui-los.

Futuro

Futuro não é questão de sorte, é questão de escolhas. Bifurcações aparecem, para que lado seguir é uma alternativa sua, o simples fato de parar diante delas e pensar nas opção já foi uma escolha feita.

Futuro não se espera, se busca. Enquanto estamos parados, a vida passa e nós ficamos para trás na caminhada. 

Caminhar junto sempre é bom, mas nem sempre é uma opção, e quando a é, nem sempre depende exclusivamente de você, então é melhor ter passos firmes e saber onde quer chegar, senão você se perde.

O futuro é algo inatingível, mas é ele que nos move. O presente é momentâneo, o passado é estático.

O futuro se faz com passos, e não com pausas. Por mais difícil que seja. 

Bom, pra começo de conversa, já é bom deixar claro: estou cativado e este texto será confuso.

Não é qualquer dia que conhecemos uma mulher linda e que tenha um papo bom. Nem tampouco alguém que me cative de verdade. Mas isso aconteceu, e foi do nada.

Bom, eu já a tinha conhecido antes, mas não me lembrava, na época alguns fatores bloqueavam qualquer tipo de intimidade com qualquer mulher. Mas agora com minha Charlie Sheen’s Way Of Life de volta, isso não mais é problema.

Mas vamos logo para a parte legal da história. 

Estava eu conversando normalmente, como com qualquer outra. Eu gosto de conversar com as pessoas, e trato todas relativamente iguais, bem e dou atenção. Desta maneira, eu vou criando personagens em minha mente para prever como a pessoa reagiria de acordo com o que vou descobrindo com as conversas. Parece doentio, mas eu faço isso. Ela virou uma amiga, e uma ótima companhia, bem rápido, questão de pouquíssimos dias. Seu jeito e seu sorriso lindo facilitou, é claro, mas fiquei impressionado como me sentia bem conversando com alguém, eu sou bem reservado e demoro um tempo para me sentir a vontade com as pessoas. 

Bem, neste ponto da minha vida, estou resgatando antigas amizades e construindo novas. É o que coloquei na minha cabeça que faria. E com ela não foi diferente, nossa amizade sempre foi o que me interessou. Bem, era isso que eu pensava.

Mas aí eu cito o título deste texto/desabafo/encheção de saco de vocês, amigos leitores, a vida é surpreendente. Ela nos dá a falsa impressão de que tudo caminha bem, até que dá uma reviravolta e do nada está tudo diferente e você, perdido. Nem sempre essas reviravoltas são maléficas, essa em especial foi muito boa. 

Ela me cativou de um jeito único, estou a horas tentando colocar em palavras, mas desisto, não há descrição conceitual que explique. Mas quando estou com ela, é mais ou menos a felicidade que um gordinho como eu tem quando come bacon: plena.

Sabe quando você se sente leve, solto, bem com o momento, tudo mais? Fazia algum tempo que eu não sabia o que era isso. Mas agora eu sei, de novo, e mais uma vez, vou colocar minha cara a tapa e arriscar. Eu sempre jogo todas as minhas fichas, como vocês bem sabem.

Bom, provavelmente deve brotar mais um Bifurcações e alguns textos dessa história, e daí vocês entendem ela melhor (ou não).

Nada melhor que uma paixão desplanejada para curar um amor mal acabado.

P.S.: a alguns dias atrás eu reclamava que não acontecia nada em minha vida que despertasse essa ânsia por escrever novamente. E de repente, sorriso, abraço, carinho, conversa, Amanda.