Meu passo foi dado. O dela também. O caminho pego por nós foi o mesmo, e isso foi maravilhoso. Ter alguém com quem compartilhar a vista sempre foi um sonho. Mas não imaginava que neste ponto da caminhada teria alguém que fosse além, que admirasse os detalhes destes verdes campos. E agora, sou inteiro e pleno. Meus caminhos, mesmo com pedras e terra batida, tem sido agradável. Culpa dela.

E eu, caminhando, tento ser o melhor parceiro de caminhada possível. E consigo, as vezes. Talvez, por ter ficado tão sozinho, eu tenha me acostumado com a solidão. A solidão do ser, a solidão de não ter alguém a quem demonstrar tudo aquilo que eu sentia a cada passo além de eu mesmo. E com isto, eu a machuco.

Talvez em alguns momentos eu me julgara mais sábio por ter andado por tantos campos, tantos vilarejos e lugares desconhecidos. Uma falsa impressão que esta caminhada me deu com o tempo. Mas ao andar com ela, percebi que o caminho é muito mais longo do que eu imaginara.

E meus pés, mesmo calejados da terra batida, não pararão.

Uma outra bifurcação, uma nova visão.

Uma nova busca: a emoção da plenitude.

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