Sempre ele, o cruel amor…

O responsável por meu travesseiro estar molhado de lágrimas, por essa carência egoísta e chantagista.

Ele nunca começa com ‘era uma vez…’

Comigo ele aparece num sorriso, e depois some. Aparece em uma conversa, um contato, um abraço… E lá se vai.

Com o tempo, ele vai aparecendo com maior frequência. Aparece de noite nos sonhos, os quais nunca me recordo, só sinto um bem estar surpreendente ao despertar. Aparece no meu falar, no meu agir. No abraço, no carinho, no toque.

E de repente, ele já faz parte de mim. Novamente.E nesse momento eu me sinto completo!

Como é estranho como o amor tem a capacidade de camuflar as coisas… tudo fica belo. O tempo nublado me parece tão bonito. O mundo de concreto me parece tão charmoso. As pessoas frias que passam ao meu lado parecem sorrirem para vida… E eu, me sinto flutuando.

O amor me fez encontrar uma coragem dentro de mim que nem eu sabia que existia!

E do nada, as palavras são doces, simpáticas e verdadeiras…

E como tão repentinamente vem, se vai. Não com um ‘feliz para sempre’ muito menos com um ‘alegremente conformado’.

Acaba com rios de lágrimas, melancolia desgraçada (responsável pelos 3 últimos textos) e a ausência da capacidade de interação social.

O céu nublado agora é só um céu nublado. O mundo de concreto voltou a ser frio, e as pessoas frias são frias novamente. E aquele idealismo que radiava em meus olhos, não mais está aqui. Meus dois pés, descalços, no chão frio da realidade me fazem pensar.

E o que sobra, são as lembranças…

Primeiro vem a chuva, depois o arco-íris.

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