E como se já não estivesse andado demais, me vejo deparado com uma nova bifurcação.

Claro, sei que a vida é feita delas… mas não esperava uma justo agora. Justo agora.

Um pouco atrás, já havia aparecido uma… mas ela não era tão assustadora. O coração gritara ‘Vá para lá!’ e a razão se calou. Essa foi bem fácil, claro. Sem uma segunda opnião, eu seguí o coração.

E durante todo o caminho a grama era verde, os pássaros cantavam,  a natureza alí estava em perfeita sintonia. Olhava para minha direita, e via sempre um reino… Perfeito, calmo, intocável.

Estranhei. Obviamente. Quantas vezes nessa longa jornada eu havia visto isso? Que eu me lembre, nenhuma!

A dor que irradiava dos calos dos meus pés até as pontas de meus dedos sumira… E como eu curtí o caminho.

Caminhei, caminhei. Parava as vezes para admirar a paisagem. Queria guardar aquela imagem para sempre em minha memória.

Não sei se vou ver algo parecido à frente…

Mas então, meio que do nada, uma nova bifurcação surgiu. E essa causou um belo impacto. Pela primeira vez meu coração calou, e minha razão só disse uma coisa:

‘Não depende de você…’

Bernardo Mendes

[como praxe, assim que resolver, continua…]

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