Zé do Bigode era um cara que se achava além do seu tempo. Ele se achava ‘plus’, acima de qualquer estrela, acima de qualquer mortal. Aliás, ele não se achava mortal. Ele dizia estar além do bem e do mal, o verdadeiro super-homem. Coisa curiosa é que Zé do Bigode gostava muito de pensar em mulher, mas não catava nenhuma. Ele sonhava com mil bucetas, mas não comia nenhuma. A que se dava tamanha desventura? A resposta está no xaveco do Zé do bigode. Olha só:
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“Existem muitos amigos e corruptores imbecis das mulheres entre os doutos asnos do gênero masculino, que sugerem às mulheres que deixem sua feminilidade e que imitem todas as tolices, que na Europa debilitaram o homem, a virilidade européia — que desejam fazer a mulher descer ao nível da cultura geral, à leitura dos jornais e à política! Em certos casos se deseja torná-la espírito livre, literata; como se uma mulher para um homem profundo e ateu não representasse algo repugnante ou ridículo; quase em toda parte são corrompidos os seus nervos com a música mais mórbida e mais perigosa que nenhuma outra (com a nossa música alemã mais recente) e se tornam cada dia mais histéricas e menos adequadas para sua primeira e última missão, que é a de colocar no mundo filhos sãos.

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Cp. de Guerra e Mar [um fake, eu acho]

[Não sei ele é o autor]
[Não é preciso ser gênio para entender o recado.]

Pra quem não entendeu: Zé do Bigode = Nietzsche

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