Há no mundo algo que sempre intrigou muitas e muitas gerações.
Alguns dizem que é um sentimento. Outros dizem ser uma sensação. E outros dizem ser um estado.
Poderia ser um incômodo?

Pessoas vivem suas vidas atreladas às sombras das outras pessoas, dizendo amá-las. Pleno engano ou Cegueira Branca que se torna Vermelha?

Pessoas somam-se à outras achando estar em crescimento, porém diminuem-se ao ver a dificuldade de ser pessoa e não agradar.

Amor é algo que eu sempre quis ver. Coisa estranha, concisa, amargurada, florida, colorida, cheirosa, mas, muito depressiva nos pés.

Sempre quis saber o seu cheiro. Mas, nunca consegui inspirar a vida, e senti-la pelos dedos, pois, estavam – os dedos – ocupados com algo que dizem ser o desejo e que se diz ser filho do amor. Amor seria interligação de almas ou simbiose de corpos sozinhos e quentes?

Parece bem mais uma coceira entre as orelhas que discutem sempre sobre qual delas deixará de amar mais rápido, pois, cansaram de escutar ‘te amo’ seguido de alguns ‘não dá mais’.

Ridículo.
Amor é algo tão infinito em sua intempérie que não há como proferi-lo com a língua, apenas com aqueles olhos com fogo e poder na ponta dos cabelos; leia-se consciência.

Amor são sementinhas de alecrim cheirosas que brotam apenas nos indesejáveis. Minto. Brotou até no mal, como castigo por se esconder do amor, ao querê-lo não querendo – é muito doce para um sangue tão seco.

Porque tenho que definir amor se ele já está em mim?
Tenho culpa se ele é calado e não gosta de pessoas?
As pessoas cansam o amor com seus apertos ao fim das noites que nunca duram até o nascer do outro dia. Quando irá durar até o crepúsculo?
Só quando as vozes me encontrarem, porque com elas, o coração se comunica com a alegria.

Cansei de fingir que vejo o pontinho de luz acima do ombro esquerdo quando na verdade, nem vejo o brilho dos olhos – às vezes morremos sem nem perceber.

Amor já foi mito. Então virou lenda e hoje, o que é?

Contos. Estória Dançante. Samba e Balance de carnes ao tempo.

Não obstante, ficarei com o desejo, pois, eles são os cavalos selvagens.
Ou melhor, quero os potrinhos – eles sim amam.

Por Jonatan Mendes

[Hey, Jonatan é meu primo. Escreve super bem.
Andei reparando as semelhanças de linguagem e uso da mesma pelos primos.
Jonatan, Clarinha e Eu somos muito parecidos nessa parte.
Não deixem de visitar o blog dele! http://morangosecafecomleite.blogspot.com/
]
Anúncios