Porque do título? Tinha acabado de levá um pé na bunda da minhas ‘exnamoradinha’. Tristeza não tinha fim.

Depressão.Vontade de tudo e nada.

Sentei no pc e escreví. Escreví o que me veio na cabeça.

Salvei. Salvei e não lí.

Uma semana depois eu abrí-oe  lí . Ficou bom.

Um mês depois eu conheçí outra garota. Peguei o texto e reescreví-o.

Essa menina se foi. Mas deixou marcas. Ambas muito importantes.

Leia, releia, analise minuciosamente, e note que o texto não segue uma linha de raciocínio. Segue meu traço-pensamento. Não é uma linha. São várias. Pensamentos em convulsão de pensamentos. Tristeza, angústia, uma pitadinha de raiva e muita, muita, MUITA enigmática.

Bem vindo aos meus sentimentos.

Fique a vontade.

Bifurcações.


A estrada era de chão batido, e cheia de bifurcações. O curioso é que todas elas levavam para caminhos igualmente desagradáveis.

Em contrapartida, os descampados que dividiam essas vias eram da mais bela grama verde.

Então parei de escolher caminhos, ignorei cercas e, de repente, me vi cercado das mais belas paisagens. A paz interior que eu sentia só era arranhada pela inquietude de não ter ninguém ali comigo pra compartilhar aquele momento.

Ela preferiu pegar as bifurcações, escolher entre “sim” e “não“, ignorando todos os “talvezes”. Ía chamá-la pra seguir comigo, descalça, pela grama.

Com um aceno frio e mecânico, rumou leste.

Fiz um piquenique embaixo de uma laranjeira. Sozinho.

E sobrou comida.

Já estava pronto pra seguir meu rumo sozinho, quando alguém apareceu.

A companhia foi passageira, mas o breve momento marcou.

Da outra só me lembro dos momentos bons e do frio aceno. Nada mais.

Bernardo Mendes

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